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Biografia Animes

Anime no brasil são todas aquelas animações provinientes do japão, embora no mesmo, anime seja qualquer tipo de animação sendo japonesa ou não tanto que a palavra anime vem do inglês,(anime:animation).Os animes começaram a ganhar destaque no final da segunda guerra mundial, não se sabe ao certo que foi o grande divulgador ou criador deste estilo de desenho muitos consideram Osamu Tesuka como o criador do gênero.

Os animes possuem varias características que os diferenciam de outros desenhos animados comuns,as mais famosas características são os olhos grandes(todos os personagens) ou seios grandes(personagens femininos) uma caracterisca que por vezes passam despercebidos para os leigos são que cada anime pode ser diferenciado em estilos,do mesmo modo que um filme é diferenciado em suspense,comedia etc... Os mais populares estilos de anime no brasil são:shounen,shoujo,ecchi e hentai mas existe muito mais cada um com um publico especifico a ser atingido,com traços singulares e temáticas diferentes.
Uma outra caracteristica e que os personagens envelhecem, como em seriado,o personagem principal pode começar criança e no final da serie adulto, um bom exemplo é Goku(Personagem principal de dragon ball) que ao longo de sua aventura vai crescendo e enfrentando novos desafios.

O livro é uma biografia, e conta o começo da vida de Osamu Tezuka, autor de mangás e animês que conjuga características raras de se ver em um artista: é pioneiro de diversas técnicas, revolucionou uma linguagem e, depois disso e de tantos anos, continua ostentando o título de ser o maior de sua arte.

Estão na bibliografia de Tezuka desde títulos populares como Astro Boy, Kimba, o Leão Branco e A Princesa e o Cavaleiro (publicado recentemente no Brasil pela JBC) até obras bastante densas e poéticas, como Phoenix: um conto do futuro.

A história começa em 1928, ano do nascimento do artista, em Osaka, e vai até 1945, no fim da II Guerra Mundial, quando ele descobre que, com a chegada da paz, poderá se tornar um autor de mangás.

Revela-se que, desde criança, Tezuka era um desenhista prodigioso e detalhista. Quando jovem, colecionava insetos e desenhava-os minuciosamente. Também produzia mangás para divertir seus colegas, mesmo durante a guerra, quando o entretenimento em geral (e os quadrinhos, em particular) era visto com maus olhos pelas autoridades japonesas.

Positivo/Negativo: É absolutamente surpreendente ver este título lançado em português. Em especial, porque a obra em mangá de Osamu Tezuka continua praticamente inédita no Brasil.

Apesar da aproximação e, pelo que consta, amizade entre o artista japonês e Mauricio de Sousa (o que rendeu uma certa repercussão ao autor brasileiro), a primeira edição nacional de seus trabalhos ganhou as bancas apenas em 2002, graças à JBC, com a deliciosa série em oito volumes A Princesa e o Cavaleiro.

À boca pequena, comenta-se que a edição não teria ido lá muito bem de vendas, o que só depõe contra parte do público de mangá, capaz de consumir, afoito, títulos duvidosos e deixar encalhar uma pequena obra-prima. Se você não leu, vale muito a pena ir atrás.

Nos Estados Unidos, Tezuka também vem ganhando edições e reedições nos últimos tempos. A Dark Horse vem publicando toda a série Astro Boy, e títulos mais elaborados, como Phoenix, estão chegando aos poucos às prateleiras das comics stores.

Mas, no caso deste lançamento, parece que a Conrad comprou um sistema de som superpotente sem ter o carro. Ou seja, por que publicar a biografia em mangá de um autor que tem apenas uma de suas obras lançadas no País; e cujos animês não ganham exibição desde, na mais generosa das hipóteses, o começo dos anos 80? Estranho, muito estranho...

Apesar de ser mera suposição, é de imaginar que o leitor que tem interesse neste título terá muito mais vontade de ler (e comprar) a obra de Tezuka.

O problema, na verdade, não é esse. Até porque o dinheiro - e a decisão do que publicar - é dos editores, não dos leitores. Mas, aqui fora, é de se estranhar ver um título de apelo tão pequeno sair logo depois do boato que o divertidíssimo Dr. Slump será "suspenso temporariamente" (ah, tá!).

O que cabe dizer é que esse mangá tem pouquíssima graça enquanto história em quadrinhos. São quase duzentas páginas com um constante tom de exaltação ao protagonista, o que é natural por ser um livro produzido por seu próprio estúdio, mas anula qualquer possibilidade de se ver Tezuka como um ser humano.

Ora, ele é tão perfeito que parece um pequeno Buda. Ao mesmo tempo, isso impede que a narrativa consiga manter algum conflito por mais de duas páginas. Se não é permitido se desenhar em sala de aula, o professor encarregado de Tezuka é justamente um sujeito que enxerga o potencial de seu aluno e libera que o pivete faça mangás. Se o guri corre o risco de perder as mãos por causa de uma micose grave, a cura aparece duas páginas depois. Se é obrigado a queimar todos os seus quadrinhos durante a guerra, o drama se encerra ali mesmo, não repercutindo em nada. Pode até ser verídico, mas que é sem graça, ah, isso é!

Ao mesmo tempo, é de se elogiar a Conrad justamente por investir em uma obra assim (e torcer, de coração, para que consiga vendê-la muito, e para que o título se torne um sucesso ímpar). Nas páginas desse mangá está a oportunidade ver reproduções de desenhos primevos de Tezuka - até mesmo os de sua coleção de insetos. E, apesar de enfadonha, a biografia é bastante detalhada e repleta de fatos curiosos.

A edição é caprichada. Além da capa (de Johnny Freak) em amarelo fluorescente, o livro vem acompanhado de um marcador de páginas. Há duas introduções. Uma do tradutor Alberto Tihiro Suzuki (que não traduziu o livro; a responsável pela tarefa foi Adriana Sada). Na outra, Sonia Bibe Luyten (professora doutora, provavelmente a maior especialista em mangás do Brasil, autora do livro Mangá: O Poder dos Quadrinhos Japoneses e autora da coluna Quadrinhos pelo Mundo, aqui do Universo HQ) conta como foi entrevistar Tezuka e relembra até o funeral do autor, em 1989, em que foi a única estrangeira a participar.

Para finalizar, há uma tabela com obras de Tezuka (que consta dos quadrinhos), mas nada que explique por que a lista elenca apenas títulos de 1955. Também não há menção (nem no livro, nem no site Herói.com.br, nem no release enviado pela editora) a este ser o primeiro de quatro volumes.

Depois de Lições de Akira Toriyama, a Conrad volta a publicar um livro com o sentido de leitura japonês - o que se vê nos seus mangás de banca, mas não em obras como Gen - Pés Descalços, Preto & Branco e Speed Racer. Mas os leitores estranharão a posição da página que sinaliza a leitura invertida. Ela não está no começo ocidental (o que é mais lógico, porque o aviso é para os leitores que não esperam pela inversão), e sim muito adiante, bem depois das introduções.

Por fim, há diversos errinhos de português (faltas de artigo, vírgulas e crases mal colocadas, sílabas faltando, como na palavra "inauração", no rodapé da sexta página de quadrinhos etc), o que tira o lustro de qualquer livro. Infelizmente, como as páginas não estão numeradas, fica difícil localizá-los precisamente.

Na página 45 (se a contagem estiver certa), segundo quadro, há uma pequena desatenção editorial. O narrador diz: "Ele inventou uma frase que alguém logo disse emocionado:". No entanto, o balão seguinte está vazio! Ou seja, não dá pra saber qual foi a frase!

Nos textos de introdução também há pequenos deslizes. No de Alberto Tihiro Suzuki, segunda página, aparece a frase: "É uma das poucas pessoas que realmente merecem ser chamadas de gênios". A concordância usada pode até ser aceita, mas, nesse caso, é claro que a referência é a Osamu Tezuka. Portanto, parece mais correta o singular, assim: "É uma das poucas pessoas que realmente merece ser chamada de gênio".

Na terceira página do artigo de Sonia Luyten, Mauricio de Sousa tem seu nome grafado, erradamente, com acento (Maurício); e na seguinte, na frase "a viagem pareceu-me um eternidade", evidentemente, o artigo indefinido deveria estar no feminino.

Uma curiosidade: Sonia Luyten é uma árdua defensora de a palavra "animê" ser grafada com acento, devido à sua pronúncia em japonês ter esse som. No seu texto, isso foi respeitado, apesar de a Conrad preferir "anime" em todas as suas publicações, inclusive na orelha deste livro.

Integrantes: Animes

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