Aguapê (Letra)
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Capineiro de meu pai
não me cortes meus cabelos.
Minha mãe me penteou;
minha madrasta me enterrou,
pelo figo da figueira
que o passarim beslicou.

"Caminheiro que passas pela estrada,
seguindo pelo rumo do sertão
quando vires a cruz abandonada,
deIxa-a em paz dormir na solidão".

"Que vale o ramo do alecrim cheiroso
que lhe atiras nos braços ao passar?
Vais espantar o bando buliçoso
das borboletas, que, lá vão pousar.

Esta casa não tem lá fora;
a casa não tem lá dentro
três cadeiras de madeiras,
uma sala, a mesa ao centro.

Rio aberto, barco solto,
pau-d'arco florindo à porta,
sob o qual, ainda há pouco,
eu enterrei a filha morta.

Ad flumina babylonis, illic sedimus et flevimus,
sob o qual, ainda há pouco,
cum recordaremur Sion
eu enterrei a filha morta.
In salicibus terrae illius
suspendimus citharas nostras.
Aqui os mortos são bons,
Nam ílllic, qui abduxerunt nos, rogaverunt a novis cantica...
pois não atrapalham em nada;
et qui affligebant nos, laetitiam:
pois não comem o pão dos vivos,
"Cantate nobis
nem ocupam lugar na estrada...
ex canticis Sion!
"pois não comem o pão dos vivos,
Quomodo cantabimus canticum Domini
nem ocupam lugar na estrada.
In terra aliena?
Si oblitus erro tui, Ierusalem,
oblibioinni detur dextera mas!

Nada,
Nada, nada.
Nada, nada, nada.
Aqui não acontece nada, não.
Nada.
Nada, nada, nada.
Absolutamente nada....
E o aguapé, lá na lagoa,
sobre a água nada
e deixa a borda da cano
aperfumada.
É a chaminé à toa
de uma fábrica, montada
sob a água, que fabrica
este ar puro da alvorada.

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