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Biografia Capital Inicial

BrasilBrasilia / Distrito Federal / Brasil Começou há 36 anos em 1982
O Capital Inicial, assim como algumas bandas que surgiram nos anos 80, também nasceu em Brasília em 1982. A primeira formação uniu os ex-integrantes da banda Aborto Elétrico (Fê e Flávio Lemos), da Blitx (Loro Jones) e Renato Russo e a ideia era tocar punk rock. Nessa época, Dinho Ouro Preto curte muito a forma como a banda se apresenta e, um ano depois da formação, ele se une ao amigos e assume os vocais (antes disso ele tocava na banda Dado e o Reino Animal). Hoje, a formação conta com Dinho, Fê e Flávio Lemos e Yves Passarell e mistura bem rock e pop em seu repertório. O Capital já teve altos e baixos levando a sério o lema “sexo, drogas e rock’n roll” e Dinho já caiu do palco e chegou a ficar na UTI. Apesar de estar num momento mais light, Dinho, que foi um dos jurados do programa musical Super Star, da Rede Globo, continua arrastando multidões para os seus shows. A banda já teve discos esgotados e bateu mais de 1 milhão de cópias vendidas. Esses são apenas alguns detalhes da carreira do Capital Inicial.

O nome deles é trabalho

Com uma pegada punk rock, a banda formada eles fazem apresentações nos palcos underground e em 1984, assinam com a gravadora CBS (Sony) e alguns se mudam para São Paulo. Em 1985 eles lançam um EP de vinil com duas músicas: “Descendo o Rio Nilo” e “Leve Desespero”. O Capital também é convidado, ao lado de Lulu Santos, Ira! Ultraje a Rigor, Titãs e Lobão, para participar da trilha sonora do filme que retrata o rock brasileiro “Areias Escaldantes”.

Em 1986, já com a gravadora Polygram, eles lançam o primeiro LP “Capital Inicial”. A banda de rock é muito bem aceita e ganha disco de ouro. Os sucessos ficam por conta de "Música Urbana", "Psicopata", "Fátima" e "Leve Desespero". Neste álbum também tem a faixa "Veraneio Vascaína", que foi censurada pela Polícia Federal devido às críticas a esse sistema. No entanto, apesar da proibição, eles cantam a música em uma apresentação em Brasília. O disco então sai com um selo “Venda proibida para menores” e isso atiça ainda mais a curiosidade dos jovens. A canção “Música Urbana” entra na trilha sonora na novela global “Roda de Fogo”.

No ano seguinte é a vez de “Independência” que agora conta com o tecladista Bozo Barretti. Os destaques ficam por conta de “Autoridades”, “Prova” e “Descendo o Rio Nilo”. Novamente eles ganham disco de ouro. O sucesso da banda é tão grande que o Capital é convidado para abrir os shows do cantor Sting em diversas capitais brasileiras.

Em 1988 chega às lojas “Você Não Precisa Entender” e os hits “Fogo”, “A Portas Fechadas” e “Pedra Mão” fazem muito sucesso. Neste trabalho, o Capital está com letras mais amenas e um com mais eletrônico, tornando-se mais pop e menos punk.

No ano seguinte, a banda lança “Todos os Lados” e retoma o seu estilo mais rock’n roll e os destaques são a música que leva o nome do álbum, além de “Mickey Mouse em Moscou”, “Mambo Club”, “Belos e Malditos”, “Abismo”, “Olhos Abertos”, em parceria com Humberto Gessinger, do Engenheiros do Hawaii e a regravação de “2001”, dos Mutantes. O sucesso segue de vento em popa e em 1990, o Capital participa, do festival Hollywood Rock, nas edições de São Paulo e Rio de Janeiro.

Já com contrato com as BMG Ariola, o Capital coloca nas lojas, em 1991, o disco “Eletricidade”, que marca a mudança da banda. Eles conseguem mostrar sua versatilidade ao misturar tecnologia, pop e rock em seu repertório. O CD tem as canções “O Passageiro”, versão de "The Passenger", de Iggy Pop, "Cai a Noite", "Kamikaze" e "Todas as Noites".

Eles seguem fazendo muitos shows e participam do Rock in Rio.

Brigas, rupturas e carreira solo

Em 1992, Bozzo Barretti deixa o grupo e em 1993 é Dinho Ouro Preto que pede para sair alegando divergências musicais e pessoais. Dinho segue em carreira solo.

O Capital chama Murilo Lima, que era da banda Rúcula, para os vocais e lançam o disco de rock “Rua 47” em 1995. Os sucessos ficam por conta de “SWolte os Leões”, “Separação”, “Mil Vezes” e “Pele Vermelha”.
Em 1996, também num esquema independente, eles lançam o “Ao Vivo” que tem sucessos da banda, como "Fátima", “O Passageiro” e “Mickey Mouse em Moscou” e as inéditas “Será que é Amor?” e “A Manhã”.

Ainda em 96, a PolyGram coloca no mercado o disco “O Melhor do Capital Inicial”, uma coletânea com os maiores hits da banda. Mesmo sem divulgação, o CD esgota nas lojas.

Um novo recomeço

Em comemoração aos 15 anos da banda e 20 anos do rock brasiliense, o grupo se une novamente e Dinho Ouro Preto, Loro Jones e Fê e Flávio Lemos voltam à estrada com um novo show onde o repertório inclui sucessos da banda, faixas menos conhecidas e composições de bandas, como Plebe Rude, Legião Urbana e Finis Africae que também estouraram em Brasília.

Em 1998, o Capital novamente muda de gravadora, assina com a Abril Music e seguem para Nashville (EUA) para gravar o CD “Atrás dos Olhos” com o mesmo produtor que trabalhou com Prince e Billy Idol. Os sucessos são "O Mundo", "1999", "Eu Vou Estar", “Amiga Triste”, “Paz no Matadouro”, “Terceiro Mundo Digital” e Giulia, composição de Dinho em homenagem a filha, além de “Religião”, feita em parceria com Philippe Seabra, do Plebe Rude. O disco mistura um rock mais punk, batidas eletrônicas e baladas.

“O Mundo, “1999 e “Eu Vou Estar” ganham videoclipes que fazem muito sucesso na MTV. “O Mundo” chega a concorrer a cinco prêmios na edição de 1999 do Video Music Brasil.

Neste mesmo ano, a gravadora Universal lança duas coletâneas, da série Millenium com 20 canções de sucesso da banda e o outro com músicas remixadas por produtores e DJ’s famosos.

Além da turnê nacional, o Capital vai para os EUA e faz um show com casa lotada.

Hora de fazer ao vivo

Todo esse sucesso, desperto no grupo a vontade de fazer um disco ao vivo, eles então, em 1999, fecham uma parceria com a MTV e gravam o “Acústico”. Depois de muito ensaio, os meninos convidam Kiko Zambianchi e Marcelo Sussekind (que também produziu o álbum) para tocar.

Em 2000, o disco é lançado e sai em CD e DVD. A primeira tiragem esgota, batendo mais de 1 milhão de cópias. As inéditas "Tudo Que Vai" e ”Natasha” explodem e ficam entre as mais tocadas de norte a sul do país. Outros sucessos que estão no disco são "Primeiros Erros (Chove)" co participação do Kiko Zambianchi, “Passageiro”, "Cai a Noite","Independência", "Fogo" e Eu Vou Estar" que conta com a participação de Zélia Duncan. O Capital é reconhecido como um das maiores bandas de rock brasileiro.

Ainda neste ano, sai o DVD “Luau MTV – Capital Inicial” que é gravado na série que leva o mesmo nome e é transmitida pela MTV Brasil. Não ficam de fora “Natasha”, “Cai a Noite”, “Eu vou Estar” e “Tudo que Vai”.

No ano seguinte, eles participam do Rock in Rio e cantam para uma multidão de 250 mil pessoas.

Outra reformulação e mais CD’s

Em fevereiro de 2002, Loro Jones sai da banda alegando excesso de trabalho e inviabilidade por morar em Brasília. O guitarrista Yves Passarel, da banda Viper, assume o posto.

Ainda em 2002, chega às lojas o disco “Rosa e Vinho Tinto” que também é um sucesso e estoura com as canções “À Sua Maneira” e “Quatro Vezes Você”, além de Mais", "Como Devia Estar" com Kiko Zambianchi e "Olhos Vermelhos" que entrou para a trilha sonora filme Dom.

Em 2004, o Capital lança ”giGAntE!” e entre as 12 faixas estão “Instinto Selvagem”, “Respirar Você”, “Seus Olhos”, “Não Olhe para Trás”, que toca muito em todo o país. Também tem as faixas interativas, “Fotos”, com slide show, “Entrevistas” e “Videoclipe” (sem censurar).

No ano seguinte é a vez do “MTV Especial: Aborto Elétrico” que tem no repertório os sucessos da banda homônima, entre eles muitas composições de Renato Russo, que depois montou o Legião Urbana. Alguns exemplos são: “Tédio (com um T bem grande para você)”, “Química”, “Que País É Esse” e “Anúncio de Refrigerante” e as tradicionais “Fátima”, “Veraneio Vascanína” e “Música Urbana”.

Já em 2007 o Capital lança “Eu Nunca Disse Adeus” com um Dinho mais comedido e os destaques são "A Vida É Minha (E Eu Faço o que Eu Quiser)", "Eu e Minha Estupidez", "Aqui" e "Eu Nunca Disse Adeus". Neste mesmo ano, o Capital vence o Prêmio Multishow na categoria Melhor Grupo.

No ano seguinte, para comemorar os 25 anos de carreira, eles lançam mais um álbum ao vivo, “Multishow ao Vivo: Capital Inicial em Brasília”, que é gravado na Esplanada dos Ministérios com mais de 1 milhão de pessoas. Os sucessos ficam por conta de “Primeiros Erros, Natasha, Não Olhe para Trás, “Eu Nunca disse Adeus”, "Algum Dia", “Que País é Este”, as inéditas “Passos Falsos” e "Dançando com a Lua" e a regravação de “Mulher de Fases”, dos Raimundos.

Pausa forçada

Em 2009, um acidente pega a banda de surpresa. Em um show em Minas Gerais, Dinho cai do palco, de uma altura de 3 metros, vai parar na UTI e leva alguns meses para se recuperar totalmente. Mas após ter alta, ele volta com gás total.

De volta para o estúdio e para as estradas

O Capital entra em estúdio para gravar “Das Kapital”, que é lançado em 2010 com canções que falam desse período difícil do vocalista, entre elas "Depois da Meia Noite", "Como se Sente", "Vivendo e Aprendendo" e "Vamos Comemorar". A banda participa do Rock in Rio 2011 e abre o show dos californianos Red Hot Chili Peppers.

No fim de 2012 chega às lojas “Saturno” com uma vibe mais rock'n roll. Entre as 13 faixas, estão “O Lado Escuro da Lua", "Saquear Brasília" e "O Bem, o Mal e o Indiferente". Em 2013, mais uma vez, eles tocam no Rock in Rio 2013, no mesmo dia da banda Muse.

Em 2014, Dinho, Fé, Flávio, Yves, ou seja, o Capital Inicial lança o EP “Viva a Revolução”, com sete faixas, sendo 6 músicas inéditas + bônus track. Para as composições, o Capital contou com Thiago Castanho, que era do Charlie Brown Junior, nas canções “Melhor Do Que Ontem” e “Coração Vazio”. Outro parceiro deste trabalho é Cone Crew na canção “Viva a revolução”. Os videoclipes “Coração Vazio” e “Viva a Revolução” podem ser conferidos no site da banda.
    Foto do Álbum