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Biografia Djavan

Você já imaginou ficar sem as músicas “Oceano”, “Lilás”, “Samurai”, “Acelerou”, “Eu Te Devoro”, “Se...”. Pois é, isso quase aconteceu. É que o menino Djavan tinha muito talento com a bola e por pouco não se tornou jogador de futebol. Em Maceió, ele se dividia entre o jogo e música, e graças a conspiração do destino ele ficou com a segunda opção e se tornou um dos maiores cantores brasileiro. O cantor, compositor, violonista e arranjador está entre as pessoas que mais arrecadam direitos autorais, sua música toca praticamente todos os dias nas rádios e ele tem quase 4 milhões de curtidas em sua página de uma rede social. Djavan também é dono de algumas estatuetas do Grammy Latino e uma das principais referências quando o assunto é MPB.

Infância musical

Djavan nasceu em Alagoas, em 27 de janeiro de 1949, e embora o pequeno adorasse jogar bola e levasse jeito para a coisa, ele também curtia ir na casa de um dos seus amiguinhos. É que seu pai tinha um som quadrifônico e uma coleção de discos. Foi nesse ambiente que ele ouviu de Luiz Gonzaga a Beatles, passando por música africana, flamenca, R&B, música francesa e italiana, além de jazz.

O menino que era de família pobre conta que aprendeu a tocar violão sozinho lendo as cifras das revistas vendidas em bancas de jornal. Ele também ouvia muito Dalva de Oliveira porque ela era a cantora preferida de sua mãe. Assim foi nascendo o compositor, cantor, violonista e arranjador Djavan.

Aos 18 anos, Djavan já se apresentava pela cidade, mas ele queria mais, muitos mais. Aos 23 anos, ele vai tentar a vida no Rio de Janeiro. Ele então se apresenta pelos bares da cidade e um amigo lhe apresenta um produtor da Som Livre, que o leva para a Rede Globo. Como ainda não era conhecido, mas sua voz já era marcante, Djavan passou a interpretar canções de artistas já conhecidos, como Dori Caymmi, Toquinho e Vinícius de Moraes.

Paralelamente a esse trabalho, ele continua compondo. Em três anos são mais de 60 músicas e "Fato Consumado" fica em segundo lugar no Festival Abertura, da TV Globo em 1975.

O cantor enfim solta a voz em suas composições

Djavan finalmente tem a oportunidade de lançar o seu primeiro disco. Em 1976 sai "A voz, o violão, a música de Djavan", um álbum bem voltado para o samba. Os sucessos ficam por conta de “Flor de Lis" que se torna um grande hit de sua carreira e é muito tocada nas rádios, "Fato Consumado", "Maria das Mercedes", "Embola Bola", "Para-Raio" e "E Que Deus Ajude".

O cantor segue fazendo shows, mas sai da Som Livre e fecha com a Odeon.

Em 1978, chega às lojas “Djavan” que é mais voltado para canções de amor e desamor e tem uma orquestra de primeiro. Neste trabalho estão “Serrado”, “Cara de índio”, “Álibi”, que fez sucesso na voz de Maria Bethânia, “Samba Dobrado”, que Elis Regina cantou em 1979, “Minha Mãe”, entre outras.

Grandes parcerias e reconhecimento

Dois anos depois é a vez de "Alumbramento" que conta com parcerias com Chico Buarque em “A Rosa” e “Alumbramento”, Aldir Blanc em "Tem Boi Na Linha e “Aquele Um” e Cacaso em “Lambada de Serpente” e "Trite Baía de Guanabara", além de “Sim ou Não” e “Dor e Prata”.

O grande sucesso deste disco é a música "Meu Bem Querer", que acaba entrando na trilha sonora de Coração Alado, depois em A Indomada e ainda vira tema de abertura da novela Meu Bem Querer, todas da Rede Globo. A música é, sem dúvida, um dos maiores sucessos da carreira do cantor.

Djavan cai no gosto popular e outros cantores se rendem ao seu talento e começam a interpretar as suas canções. Nana Caymmi grava "Dupla traição", Maria Bethânia, “Álibi”, Roberto Carlos, “A ilha”, Gal Costa, “Açaí" e “Faltando um pedaço” e Caetano Veloso grava “Sina” e no lugar do verbo “caetanear”, ele diz “djavanear”.

Em 1981, Djavan lança “Seduzir” com as canções "A Ilha", "Seduzir", "Faltando um Pedaço", "Pedro Brasil", “Morena de Endoidecer”, "Jogral", "Luanda" e "Total Abandono", além de “Nvula Ieza Kia/Humbiumbi" com Gilberto Gil.

Aliás a música “Seduzir” é selecionada para entrar na trilha sonora da novela Brilhante e “Faltando um Pedaço” vai direto para Sétimo Sentido.

Ele sai em turnê pelo Brasil e ganha o prêmio de melhor compositor pela Associação Paulista dos Críticos de Arte.

Carreira internacional

Djavan começa a ser reconhecido no exterior. É que a cantora americana Carmen McRae canta “Flor de Lis” que ganha o nome "Upside Down". Djavan então vai para Los Angeles e grava “Luz”, um disco com uma grande influência jazz americana. Ele ainda conhece Stevie Wonder e eles gravam juntos a canção “Samurai”. Outros destaques são: “Sina”, “Pétala”, “Açaí”, “Capim”, “Esfinge” e “Luz”.

“Esfinge” entra para a trilha sonora da minissérie global Sol de Verão e em 1983, Djavan participa do hit "Superfantástico", do grupo infantil de grande sucesso "Turma do Balão Mágico".

Em 1984, ele libera "Lilás", que também é gravado em Los Angeles com os sucessos “Lilás”, que no dia de estreia toca mais de 1.000 vezes na rádio, além de "Esquinas", "Infinito", “Transe” e “Íris”.

A canção "Infinito" entra para a trilha sonora da novela Um Sonho a Mais, da Rede Globo

Novamente Djavan sai em turnê mundial que dura cerca de dois anos.

Veia artística

Mas ele ainda arruma tempo para se dedicar a carreira de ator. Djavan participa do filme “Para Viver um Grande Amor”, de Miguel Faria Jr. , onde da vida a um mendigo que se pela moça rica, interpretada por Patrícia Pillar e a trilha sonora que dá nome ao filme, ele compôs junto com Chico Buarque.

Foco no Brasil e no exterior

Em 1985 é lançado nos Estados Unidos uma compilação do repertório dos álbuns “Luz” e “Lilás”.

Em 1986, é a vez de "Meu lado" e marca o retorno do cantor ao samba, baião e baladas. A ancestralidade africana está evidente em "Hino da Juventude Negra da África do Sul". Outros destaques são "Segredo", "Topázio" e "Beiral", “Romance” e “Muito Mais”.

No ano seguinte, o cantor lança “Não é azul, mas é mar”, que mais uma vez é gravado em Los Angeles, e a música “Soweto” abre o álbum e é um protesto voltado a ancestralidade africana. Não ficam de fora os hits "Me Leve" e "Dou-Não-Dou", “Bouquet”, “Maçã”, “Carnaval no Rio”, “Florir” e “Doidice”. O disco é vendido no Brasil, Estados Unidos, Japão e em alguns países da Europa.

As músicas “Segredo” entra na trilha sonora de Roda de Fogo e "Dou-Não-Dou" vai para a novela Mandala. As duas são da Globo.

Em 1988, ele lança “Bird of Paradise”, um álbum pensado para promover a carreira do cantor internacionalmente. Tem algumas canções do álbum “Não É Azul, Mas É Mar”, com os títulos mudados para o inglês "Bird of Paradise" (versão de "Navio"), "Stephen's Kingdom" (versão de "Soweto") e "Miss Susanna" (versão de "Florir") e três canções inéditas.

Em 1989 chega às lojas “Djavan” e é nele que está um dos principais sucessos do cantor, “Oceano”, além de "Vida Real (Dejame Ir)", "Cigano", "Mal de Mim” e “Mil Vezes”.

“Oceano” entra para a novela global Top Model e "Mal de Mim" vai para a trilha da minissérie O Sorriso do Lagarto.

Em 1990, o álbum é lançado no exterior com o nome “Puzzle of Hearts” contendo versões em inglês para as faixas "Avião" (Being Cool), "Oceano" (Puzzle of Hearts) e "Curumim" (Amazon Farewell).

Sem pausa, só trabalho

Em 1992 é a vez de “Coisa de Acender”, álbum que tem grande participação de sua filha Flávia Virginia. Destaques para "Se...", que toca muito nas rádios de todo país, "Boa Noite", "A Rota de Indivíduo" que ele fez em parceria com o cantor e compositor Orlando Morais, "Linha do Equador", "Alivio" e "Outono".

Em 1994, ele libera “Esquinas”, uma coletânea com 14 faixas, sendo algumas em versões em espanhol, como das músicas “Faltando um Pedaço”, “Meu Bem Querer” e “Pétala”. Também não ficam de fora “Oceano”, “Se...”, “Lilás” e “Açaí”.

Neste mesmo ano, o cantor lança “Novena” que marca os seus 20 anos de carreira. Ele é que produz e faz os arranjos desse álbum. A única música que não é composta por ele é “Avô”, que é escrita por sua filha Virgínia. Neste álbum estão: “Limão”, “Lobisomem”, “Sete Coqueiros”, “Aliás” e “Quero-Quero”.

Em 1996 chega às lojas "Malásia" e sua banda que já é composta por Paulo Calazans no teclado, Marcelo Mariano ou Arthur Maia, baixo, Carlos Bala na bateria e Marcelo Martins, sopros ganha os reforços Marçalzinho na percussão, Walmir Gil no trompete e François Lima no trombone. Além dos sucessos “Que foi My Love?”, “Nem um Dia”, “Não Deu”, “Deixa o Sol Sair” e “Tenha Calma”, o álbum ainda traz três faixas de outros compositores: “Coração Leviano”, de Paulinho da Viola, “Sorri”, versão de Braguinha para “Smile”, de Chaplin e “Correnteza”, de Tom Jobim e Luiz Bonfá.


Mais uma leva de músicas vão para trilhas sonoras. “Outono” entra em Pedra Sobre Pedra, “Linha do Equador” em Mapa da Mina, “Sim ou Não” em Tropicaliente, “Aliás” em A Próxima Vítima e “Correnteza” em O Rei do Gados. Para finalizar, “Nem Um Dia” entra para a trilha da novela Por Amor, da Rede Globo, e estoura nas rádios.

Em 1998, ele lança "BichoSolto" que tem um som mais festivo e dançante. É neste álbum que seu filho Max Viana entra para o time de músicos. Aqui estão as músicas: “Eu Te Devoro”, “Amar é Tudo”, “A Carta”, em parceria com Gabriel Pensador e “Retrato da Vida” com Dominguinhos.

Disco ao vivo e prêmios

Em 1999 é a vez do disco duplo “Djavan Ao Vivo”, que vende 2 milhões de cópias. Com 24 faixas não ficam de fora os principais sucessos do cantor, como “Samurai”, “Meu Bem Querer”, “Álibi”, “Oceano”, “Açaí”, “Eu te Devoro”, “Se...”, “Lilás”, “Acelerou”, “Amor Puro” e muitos outros. Ele sai em turnê que dura praticamente três anos.

A canção "Acelerou" é escolhida a melhor canção brasileira no Grammy Latino de 2000. Este álbum ainda lhe rende algumas estátuetas do Prêmios Multishow nas categorias melhor cantor, melhor show e melhor CD.

O hit “Um Amor Puro” entra em Terra Nostra e “Gostoso Veneno (com Alcione) vai para a novela Suave Veneno, ambas da Rede Globo.

Em 2001, Djavan lança "Milagreiro”, que é gravado no estúdio que o cantor tem em sua casa e conta com a ajuda dos filhos Max e João Viana e Flávia Virginia. Alagoas, sua cidade natal, também é abordada neste trabalho. No disco, as faixas “Farinha”, “Om”, “Meu”, “Milagreiro” que ele faz um dueto com Cássia Eller e “Sílaba” que tem letra de Lulu Santos e melodia de Djavan.

A canção “Milagreiro” entra na trilha da novela Esperança.

Em 2004, “Vaidade” chega às lojas com o selo de sua própria gravadora, a Luanda Records. Os destaques ficam por conta de "Dorme, Sofia", que ele fez para a sua filha que na época estava com quatro meses, "Se Acontecer", "Dia Azul", "Flor do Medo", “Amor Algum”, “Vaidade” e “Estátua de Sal”.

E como sempre acontece, algumas canções entram para trilha sonora de novelas. "Se Acontecer" vai para Senhora do Destino e "Dia Azul"entra em A Lua me Disse.

Em 2005, o cantor lança “Na Pista” com novas versões de suas canções, no estilo remix para deixá-las mais modernas e dançantes. Estão no disco: "Sina" "Tanta Saudade", "Acelerou", "Miragem" e "Asa", "Azul", “Se...”, “Capim”, entre outras.

A versão remix de "Sina" é selecionada para a trilha da novela global Belíssima.

Em 2007, a aposta é em “Matizes” que mescla samba, blues, baladas, boleros, bossa nova e canções típicas. Os sucessos ficam por conta de "Pedra", "Desandou", "Fera", "Delírio dos Mortais" e "Adorava Me Ver Como Seu".

A música “Delírio dos Mortais”, feita em homenagem ao Rio de Janeiro, entra na trilha sonora da novela Duas Caras, da Rede Globo. “Flor de Lis” entra, em 2008, na minissérie Queridos Amigos.

Mais um trabalho premiado

Em 2010, ele lança “Ária”, onde canta músicas de outros compositores, selecionadas de acordo com sua memória afetiva e seus ídolos. Estão no repertório “Disfarça e Chora”, do Cartola, “Oração ao Tempo”, do Caetano Veloso, “Luz e Mistério”, do Caetano Veloso e Beto Guedes, “Brugas Nunca Mais”, de Vinícius de Moraes e Tom Jobim”, Fly Me to the Monn, de Bart Howard, “Palco”, de Gilberto Gil, entre outros.

Neste ano, a música “Sabes Mentir” entra em Passione e em 2011 “Melodia Sentimental” vai para Cordel Encantado. Ambas as novelas são de Globo.

Este trabalho lhe rende o prêmio de melhor álbum de música popular brasileira do Grammy Latino 2001. Também sai a versão em DVD e Blue Ray, o “Ária ao Vivo”, que conta ainda com outras canções de sucesso em sua carreira, como “Linha do Equador”, “Oceano”. A versão ao vivo é gravada em Belo Horizonte.

Em 2012, chega às lojas “Rua dos Amores” com 13 canções inéditas com arranjos feitos por ele assim como a produção do CD. Estão neste disco: “Triste é o Cara”, “Acerto de Contas”, “Pecado”, “Bangalô”, “Reverberou”, “Quase Perdida”, "Vive" em parceria com Maria Bethânia, entre outras.

“Vive” é selecionada como tema da novela Salve Jorge e “Alegre Menina entra na macrossérie Gabriela, da Rede Globo. Ela também entrou na primeira versão.

Em 2014 sai a versão “Rua dos Amores Ao Vivo” em CD e DVD e marca a volta do artista a Sony Music em parceria com a sua Luanda Records. O DVD é gravado em São Paulo e o repertório está recheado de sucessos do cantor, como “Flor de Lis”, “Meu Bem-Querer”, “Oceano”, “Sina”, “Se” e “Samurai”, além dos sucessos de “Rua do Amores”, entre eles “Já Não Somos Dois” e “Pecado”.

“Sorriso de Luz” é selecionada para entrar na trilha sonora de Flor do Caribe.

Neste mesmo ano, ele lança “Caixa Djavan Edição Especial”, que reúne sua obra de 1976 a 2010. São vinte álbuns remasterizados pela primeira vez com mais de 960 minutos de música e um livreto com todas as letras, capas e fichas técnicas originais.

Fora dos palcos

Discretíssimo em sua vida pessoal, sabe-se que Djavan nasceu em Alagoas, mas mora no Rio de Janeiro. Ele é casado pela segunda vez com a designer Rafaella Brunini, 36, com quem tem dois filhos, Sofia e Inácio, 3. Ele também é pai de Flávia, Max e João. Djavan é o tipo de pai quee brinca, leva na escola e vai até em festinhas infantis. O cantor também já tem netos.

Seu pai sumiu da vida da família quando ele tinha apenas 3 anos e a mãe é que teve que sustentar ele, mais dois irmãos e dois primos, portanto, a vida era muito difícil, mas segundo Djavan, embora eles tenham passado necessidade, sua mãe criou todos como homens de bem.
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