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Biografia Engenheiros Do Hawaii

BrasilPorto Alegre / Rio Grande do Sul / Brasil Começou há 33 anos em 1985
De Porto Alegre para o mundo. A banda de rock Engenheiros do Hawaii nasce na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal de Rio Grande do Sul. É que quatro alunos de arquitetura se juntam - Humberto Gessinger no vocal e na guitarra, Carlos Stein na guitarra, Marcelo Pitz no baixo e Carlos Maltz na bateria - para formar uma banda e dão o nome de Engenheiros do Hawaii para zoar os alunos de engenharia que iam de bermuda de surfista para o campus. Isso acontece em 1985 e mesmo sem experiência e diante de algumas críticas, eles seguem firmes e conquistam a popularidade com um som que mistura rock, folk, rock progressit, pop e MPB e músicas críticas com uma pitada de ironia. Quem nunca cantou “O Papa é Pop” e “Era um Garoto que Como eu Amava os Beatles e os Rolling Stones”? Os Engenheiros do Hawaii fizeram tanto sucesso que chegaram a ser citado por um dos maiores jornais do mundo, o The New York Times, como a melhor banda de rock nacional. Eles passaram por diversas formações e atualmente estão em recesso, com Gessinger se apresentando sozinho.

Coragem de estreante

Em 1985 eles fazem o primeiro show e o repertório vai de “Ô Mônica, Abrace o Elefante”, passa por “Lady Laura”, do cantor Roberto e pela música do seriado Hawaii 5.0, além de algumas canções autorais em ritmo de reggae. Eles começaram a se apresentar em palcos alternativos e em bares no interior do Rio Grande do Sul. Nesse meio tempo, a gravadora BMG está fazendo um disco que será uma coletânea de rock do Rio Grande do Sul e os Engenheiros acabaram entrando nesse LP. Eles cantaram duas canções, entre elas “Sopa de Letrinhas”, que estoura no sul do país. Isso faz com que a BMG banque o primeiro LP da banda.

Assim nasce o “Longe Demais das Capitais” com as canções “Toda Forma de Poder”, “Crônica”, “Longe Demais das Capitais” e “Sopa de Letrinhas”, que logo invadem as outras capitais do Brasil. “Toda Forma de Amor” é um mega sucesso e é selecionada para entrar na novela global Hipertensão.

A primeira baixa e os próximos LP’s

Marcelo Pitz resolve sair da banda por não conseguir conciliar a vida de músico com a de recém-casado. Humberto assume o baixo e continua ensaiando com Carlos. Mas eles estão em busca de um baterista e aí surge o Augusto Licks.

A nova formação imprime um outro estilo à banda que aposta no rock progressivo com arranjos influenciados pelo rock dos anos 60 e letras mais críticas, com citações filosóficas. Nessa vibe nasce “A Revolta dos Dândis” e a crítica pega pesado. Eles são chamados de elitistas e fascistas e o grupo chega a fazer um show usando uma camiseta com a estrela de Davi e uma suástica. Mas em meio a toda essa polêmica, o público gosta e o disco emplaca com os sucessos “Infinita Highway”, “Terra de Gigantes” e a “Revolta de Dândis”.

Mas mesmo com todo essa repercussão, o Engenheiros ainda não estava onde desejava e tinham que fazer a abertura dos show de outras bandas, como o Capital Inicial.

Sem pressa

Eles não desistem e o reconhecimento do trabalho vai chegando cada vez mais perto. Um ano depois eles lançam “Ouça O Que Eu Digo E Não Ouça Ninguém” e incluem o teclado nos arranjos. Gessinger e Licks estreiam nas composições e a primeira música é “Variações Sobre Um Mesmo Tema”. Neste disco ainda estão os hits “Ouça O Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém”, “Somos Quem Podemos Ser”, “Cidade em Chamas”, “Tribos e Tribunais” e “A verdade a Ver Navios”.

Paralelo ao lançamento do disco, o grupo então se muda para o Rio de Janeiro para não ficarem estigmatizados como uma banda de rock gaúcho.

Em 1989 eles vão para a Rússia, tocar em Moscou, e chegam a distribuir panfletos com as letras das músicas em russo, mas o povo não entende.

Nesse mesmo ano, os Engenheiros colocam nas lojas mais um disco, agora ao vivo No Canecão (RJ) “Alívio Imediato” com as principais músicas da banda, como “Terra de Gigantes”, “Toda Forma de Poder” e um som mais eletrônico, principalmente nas canções “Nau à Deriva” e “Alívio Imediato” que são gravadas em estúdio.

Os Engenheiros do Hawaii surfam na onda do sucesso

Em 1990, eles lançam “O Papa é Pop” e a música “Era um Garoto Que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones” faz a banda estourar de vez e ser considerada a melhor banda de rock do Brasil. Gessinger aposta no piano elétrico e as canções “O Papa é Pop”, "Anoiteceu em Porto Alegre", "O Exército de um Homem Só" (dividida em duas partes), "Pra Ser Sincero" e "Perfeita Simetria" (versão alternativa da canção "O Papa é Pop") são cantadas de norte a sul do país. O LP vende mais de 350 mil cópias. As rádios também redescobrem “Refrão de bolero” que estava no segundo LP da banda e passam a tocar muito.

Recebendo o reconhecimento que merecem, eles são convidados para tocar no Rock in Rio II junto com Guns n’ Roses, Sepultura, Capital Inicial e Lobão. Os Engenheiros do Hawaii são a única banda brasileira a ser elogiada pelo jornal americano New York Times.

Em 1991 eles colocam no mercado “Várias Variáveis” com menos recursos eletrônicos e mais rock’n’roll. Algumas das músicas do álbum são “Pampa Pobre do Gaúcho da Fronteira”, “Walkman”, “O sonho é popular”, “Sala VIP”, “Curta Metragem”, “Descendo a Serra”, “Piano Bar”, “Ando Só”, “Muros e Grades” e “Herdeiro da Pampa Pobre.

Em 1992 Gessinger faz uma pequena pausa em suas apresentações para curtir o nascimento de sua primeira filha, a Clara.

Mas como eles não param, em 1992 mesmo é lançado “GLM – Gessinger, Licks & Maltz” que tem referências do rock progressivo inglês e de MPB e Gessinger assume tons mais altos. Neste trabalho, os hits “No Inverno Fica Tarde Mais Cedo”, “Ninguém=Ninguém” e “Parabólica” que ele compôs para a filha, são os principais sucessos da banda.

Em 1993, eles participam do Hollywood Rock, abrindo o show do Nirvana, que está no auge do movimento grunge.

Novo disco e turnê internacional

Em seguida, vem “Filmes de Guerra, Canções de amor” , que é gravado na sala Cecília Meirelles no Rio de Janeiro. É uma espécie de semi-acústico, pois usa-se apenas guitarras, percussão e piano (a bateria fica de fora), além do acompanhamento da Orquestra Sinfônica Brasileiras em algumas canções. As músicas recebem um novo arranjo e não ficam de fora “As Vezes Nunca”, “Muros e Grades”, “Exército de Um Homem Só”, “Crônicas” e “Realidade Virtual” e as inéditas “Mapas do Acaso” e “Quanto vale a vida?”.

Na turnê deste disco, eles passam pelo Japão e pelos Estados Unidos e deste trabalho sai a primeira VHS dos Engenheiros com imagens do Japão, Los Angeles, alguns clipes e toda a gravação de “Filmes de Guerra”.

Mais uma baixa na banda

Em 1993, o clima fica pesado e Licks sai do grupo. Ele de um lado e Carlos e Humberto do outro brigando pelo nome “Engenheiros do Hawaii”. Humberto e Carlos vencem a batalha.

As apresentações continuam e eles encontram Fernando Deluqui, que era guitarrista do RPM e aceita entrar para o grupo. Alguns meses depois também entra Paolo Casarin para tocar acordeon e teclados.
Após dois anos sem gravar, no fim de 1995, eles lançam “Simples de Coração”, um álbum com uma pegada diferente com acordeon e uma guitarra mais pesada. Ele é gravado em Los Angeles e produzido por Greg Ladany, que também faz uma versão em inglês, ma esta nunca chegou às lojas. “O Castelo dos Destinos Cruzados”, “A Promessa”, “A Perigo”, “Simples de Coração”, “Lance de Dados” e “Ilex Paraguariensis” são alguns sucessos do trabalho.

Novos projetos

O banda segue em turnê com o disco e Gessinger decide se juntar aos amigos Luciano Granja (guitarras) e Adal Fonseca (bateria) e eles formam um grupo de rock instrumental, o “33 de Espadas”, lançam o disco "Humberto Gessinger Trio (HG3)”, em 1996 e saem em turnê. O trabalho é um rock básico, seco e enxuto. Mas a ideia não dá muito certo já que durante a turnê eles são sempre apresentados como Engenheiros do Hawaii que já era conhecido do grande público.

Em 1997 Carlos deixa a banda para se dedicar a outro grupo, a “Irmandade”.

Com nova formação: Gessinger, Luciano Granja, Adal Fonseca e Lucio Dorfman, eles lançam o disco “Minuano” que tem influências regionalistas, tecnológicas e com violino e emplacam os sucessos “A Montanha” e “Nuvem” e uma versão de “Alucinação” de Belchior.

Troca de gravadora

Em 1999, eles saem da BMG que acaba de lançar um box, em formato de lata, com o relançamento de todos os dez discos da banda até então. Todos foram transformados em Cd, menos Simples de Coração e Minuano que já foram gravados neste novo formato.

A banda fecha com a Universal e chega à lojas “Tchau Radar!” com uma pegada mais folk rock, rock’n’nroll anos 60 e progressivo e MPB , que conta com as músicas "Seguir Viagem", "3 X 4" “Negro Amor” que fez muito sucesso na voz de Gal Costa, “Cruzada” numa versão só com cordas e voz e “Eu Que Não Amo Você” que estoura nas rádios de todo o Brasil e ganha até um videoclipe. “Eu Que Não Amo Você” ainda ganha uma versão acústica e “Negro Amor” uma versão mais pesada e videoclipe também.

Agora chega às lojas “10.000 destinos”, gravado ao vivo no antigo Palace e os hits de maiores sucessos ganham novas versões, como “Toda Forma de Poder” e “Refrão de Bolero” com a participação do gaiteiro Renato Borghetti e as inéditas “Números” e “Novos Horizontes”, além das regravações de “Rádio Pirata”, do RPM com a participação de Paulo Ricardo e “Quando o Carnaval Chegar”, de Chico Buarque.

Eles então se apresentam o Rock in Rio para fazer um dos últimos shows com essa formação da banda (Lúcio, Adal e Luciano saem do grupo e montam o grupo Massa Crítica).

Nova formação, novos trabalhos

Paulinho Galvão que tocava com Paulo Ricardo assume as guitarras e Humberto também volta para as guitarras. Os outros membros agora são Bernardo Fonseca no baixo e Gláucio Ayala fica na bateria e vocais de apoio.

Com essa nova formação, eles lançam “10.001 Destinos”, que é uma coletânea com 26 músicas e sai com disco duplo. Aqui as novas versões ficam para "Novos Horizontes", "Freud Flinstone", "Sem você", "Nunca Se Sabe", "A Perigo", "Eu Que Não Amo Você", "Concreto” e “Asfalto".

Em 2002, época em que as bandas mais pesadas começam a ganhar mais espaço, os Engenheiros lançam o disco “Surfando Karmas & DNA” com uma influência mais punk, rock e pop rock e conta com a participação do ex-Engenheiros Carlos Maltz na faixa "E-stória. Além da faixa-título, também são sucesso as músicas "Terceira do Plural", "Esportes Radicais", "Ritos de Passagem" e "Nunca Mais".

No ano seguinte, chega às lojas “Dançando no Campo Minado” e Gessinger aproveita para falar contra a globalização nas músicas "Fusão a Frio", "Dançando no Campo Minado", “Dom Quixote”, "Segunda Feira Blues" e “Até o Fim”, que emplaca nas rádios de todo o país.

Tempo de comemorar

E em 2005, os Engenheiros do Hawaii completam 20 anos de banda e lançam o CD e DVD “Acústico MTV” e as participações especiais ficam por conta de Clara Gessinger, que canta com o pai Humberto uma parte da canção “Pose”e Carlos Maltz em “Depois de Nós” que é de sua autoria. Neste trabalho não faltam os sucessos “Infinita Highway”, “Somos Quem Podemos Ser” e “O Papa é Pop”, “Surfando Karmas & DNA” e “Até o Fim”, além de “O Preço” e “Vida Real” que era do álbum “Humberto Gessinger Trio” e as inéditas "Armas Químicas e Poemas" e "Outras Frequências".

Durante a turnê, Paulinho Galvão deixa a banda e seu posto é assumido por Fernando Aranha. Nos teclados, por sua vez, o jovem Pedro Augusto assume o lugar de Humberto Barros, que já estava no Kid Abelha.

O Engenheiros não se abalam e em 2007 lançam “Acústico II: Novos Horizontes” gravado no Citibank Hall (SP) com nove faixas inéditas e nove regravações e Gessinger ousa e toca viola caipira em algumas músicas. Destaque para as faixas "Guantánamo", "Coração Blindado", "No Meio de Tudo, Você" e "Quebra-Cabeça".

No fim de 2007, o baixista Bernardo Fonseca sai da banda e Humberto reassume o baixo. Em 2008, após o término da turnê do Acústico, a banda faz uma pausa. Gessinger sempre anuncia a volta dos Engenheiros do Hawaii, mas a data é sempre alterada. Ele segue em carreira-solo.
    Foto do Álbum