A Tempestade ou o Livro dos Dias

15 faixas

Lançamento: 1996
A Tempestade ou o Livro dos Dias
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Informações: A Tempestade ou o Livro dos Dias

A Tempestade ou O Livro dos Dias, ou apenas A Tempestade, é o sétimo álbum de estúdio da banda brasileira de rock Legião Urbana, lançado em 20 de setembro de 1996. É o último disco lançado pela Legião Urbana com Renato Russo ainda vivo, sendo que após o lançamento do mesmo o cantor veio a falecer. No Brasil foram vendidos mais de 1.100.000 milhões, e foi o quarto mais vendido da banda, sendo certificado com disco de diamante pela ABPD.
Gravado entre janeiro e junho de 1996, no estúdio carioca AR Estúdios, foi planejado para ser um disco duplo, pois foram também gravadas canções que fariam parte do póstumo Uma Outra Estação, porém, a proposta foi novamente recusada, assim como o projeto "Mitologia e Intuição" (que originou os álbuns Dois e Que País É Este 1978/1987). Durante as gravações, Renato Russo não quis gravar vozes definitivas para todas as músicas, fazendo-o apenas na canção "A Via Láctea". Devido a isso, as outras canções contam com a voz-guia (primeira voz gravada para a música). Grande parte dos arranjos estava pronta desde o fim de 1995.

A maioria das letras do disco (escrita em 1996, durante os sintomas da doença de Renato) é considerada melancólica e triste, como se pode ver em canções como Mil Pedaços, Quando Você Voltar, Música Ambiente, L'Avventura e Longe do Meu Lado, além de canções mais introspectivas, como O Livro dos Dias (que também é um dos nomes do disco), Soul Parsifal (parceria inédita de Renato Russo com a cantora Marisa Monte) e Música de Trabalho. Há também espaço para letras mais cotidianas, como Leila, Esperando por Mim, Natália (onde há lembranças de canções anteriores), 1º de Julho (composta para Cássia Eller, que a gravou primeiramente), Aloha e Dezesseis (que fala sobre um jovem de Brasília, amante do rock, que falece aos 16 anos ao disputar um "pega" - corrida ilegal entre carros, por conta de uma decepção amorosa), na maioria das letras há um forte apelo emocional e decepções amorosas, no disco A Tempestade, Renato Russo expressou um grande sentimento negativo com relacionamentos e a sociedade. A principal canção do disco foi A Via Láctea, com sua letra bastante depressiva.

As primeiras edições do disco vieram com uma capa especial em formatação de livro (no mesmo formato em que foi lançado Equilibrio Distante, segundo álbum solo de Renato Russo). Renato recusou-se a tirar fotos para o álbum, tendo sido usada uma foto tirada durante as sessões de fotos de "Equilibrio Distante". Mais tarde, ambos os discos foram relançados na caixa tradicional, de plástico. Em "A Tempestade", não constam agradecimentos e nem as tradicionais frases "Urbana Legio Omnia Vincit" (Legião Urbana a tudo vence) e "Ouça no volume máximo". Em seu lugar, foi escolhida uma frase do escritor modernista brasileiro Oswald de Andrade: "O Brasil é uma república federativa cheia de árvores e gente dizendo adeus".

O álbum teve vendagem de 1.100.000 milhões de cópias,[2] sendo um dos discos mais vendidos do ano de 1996 e o sendo um dos mais vendido da banda. As canções mais tocadas nas rádios foram A Via Láctea e Dezesseis; e em menor grau L'Avventura, Esperando por mim, entre outras


fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Tempestade_ou_O_Livro_dos_Dias
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