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Biografia O Rappa

BrasilRio De Janeiro / Rio de Janeiro / Brasil Começou há 24 anos em 1993
Ao contrário da maioria das bandas, ”O Rappa” nasce de forma muito despretensiosamente. O cantor de reggae jamaicano Papa Winnie estava vindo para o Brasil e queriam uma banda para acompanhá-lo em seus shows. Marcelo Yuka, Nelson Meirelles, Marcelo Lobato, Alexandre Menezes (Xandão), todos com experiência em outras bandas e grupos, cumprem essa missão e após a partida do músico decidem continuar com a banda e partem em busca de um vocalista. O escolhido é Marcelo Falcão e assim, em 1993, surge “O Rappa”, no Rio de Janeiro. Eles aparecem como uma banda de reggae, mas curtem misturar reggae, rock, rap, hip-hop, MPB, samba e pop. Muito mais do que cantar, as letras possuem grande impacto social e os premiadíssimos clipes das músicas “Minha Alma” e “O que sobrou do céu” mostram muito bem essa preocupação e idealização do grupo.

O Rappa entra em cena

Depois de pensar em “Cão-careca” e “Bate-Macumba”, os meninos optam pelo nome “O Rappa” e começam a batalhar para ter reconhecimento profissional. O primeiro disco sai em 1994 e ganha o nome da banda “O Rappa”. O trabalho passa despercebido e pouco tempo depois o contra-baixista Nelson Meirelles sai do grupo. Entra em seu lugar, Lauro Farias, que já tinha tocado com Yuka em outra banda.

Dois anos depois, eles lançam “Rappa Mundi” e aí, sim, o grupo desponta e fica conhecido nacionalmente. Muitas músicas fazem sucesso e entre elas estão “Pescador de Ilusões”, “A Feira, "Vapor Barato", “Miséria S.A.”, “Ilê Ayê”, “O Homem Bomba” e a versão nacional de “Hey Joe”, de Jimi Hendrix, além de "Óia o rapa!" composta por Lenine e Sérgio Natureza. Este trabalho ainda conta com a participação do cantor Marcelo D2.

Trabalho pra lá de especial

Em 1999 chega às lojas “Lado B Lado A”. Neste álbum Yuka está mais presente como compositor, portanto, as músicas ganham uma pegada mais forte, de contestação. As canções “Minha Alma (a paz que eu não quero)”, “O que sobrou do céu”, “Me Deixa”, “Na Palma da Mão”, “Lado B Lado A”, e “Tribunal de Rua” fazem grande sucesso. O CD é eleito pela revista de música Rolling Stone Brasil como um dos 100 melhores discos da música brasileira.

Eles então começam a investir em clipes. O vídeo de “Minha Alma” parece um curta-metragem e mostra a preocupação social da banda ao mostrar os conflitos no Rio de Janeiro. É o maior vencedor em uma única edição do Prêmio MTV. São seis categorias: Escolha da Audiência, Clipe do Ano, Clipe Rock, Direção, Fotografia e Edição. Ele também ganha como melhor clipe no Prêmio Multishow.

Com o clipe “O que sobrou do céu” não é diferente e, gravado na comunidade Belford Roxo (RJ), mostra uma das realidades vividas por quem mora lá. Também é premiado com troféu da MTV.

Além disso, as faixas "Lado B Lado A'" e "Tribunal de Rua" entram nas trilhas sonoras dos filmes nacionais de enorme sucesso Tropa de Elite[/b] e [i]Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro.

As coisas saem do trilho

Em 2000, O Rappa se nega a fazer os shows de abertura dos cantores americanos que estão vindo para o Rock in Rio. Eles então são excluídos da programação e em forma de protesto [i]Skank, Raimundos, Jota Quest, Cidade Negra e Charlie Brown Jr. [i] também saem do festival.

No ano seguinte, Marcelo Yuka é baleado em uma tentativa de assalto e fica paraplégico. Isso o impossibilita de tocar bateria por um tempo, Lobato assume instrumento e O Rappa volta a tocar.

Alguns meses depois, ele volta para o grupo e eles lançam o CD duplo [b]“Instinto Coletivo ao vivo”[b], que é gravado em Porto Alegre. Com Yuka na bateria, quatro músicas inéditas e participações especiais, o trabalho é um sucesso. Em "Ninguém Regula a América" a participação é do Sepultura, em "Instinto Coletivo" quem acompanha O Rappa é Asian Dub Foundation. Outras músicas de sucesso são "Milagre" e "Fica Doido Varrido". Mas as coisas desandam e Yuka se posiciona contra os rumos que a banda está tomando. Ele sai do grupo brigado com os outros componentes.

O clipe da música “Instinto Coletivo” que é uma animação estrelada pelo boneco da capa do disco, vence na categoria Direção de Arte no Prêmio MTV.

O Rappa segue sem Yuka

Em 2003, sai “O Silêncio Q Precede O Esporro” já sem Yuka e suas composições. Marcos Lobato, tecladista colaborador, torna-se o principal compositor e é dele as canções “Reza Vela” e “Rodo Cotidiano”, além de “O Salto” que escreve em parceria com Carlos Pombo. Também tem “Mar de Gente” e “Deus lhe Pague”, de Chico Buarque. Zeca Pagodinho participa na regravação de “Maneiras” e a rapper argentina Malena D’Alessio em “Óbvio”. As letras estão mais amenas, mas as canções são intercaladas por textos narrados pelo grupo, na forma de vinhetas.

Em seguida, eles lançam a versão em DVD, gravado em dois locais do Rio de Janeiro. Também tem um documentário sobre a gravação do álbum e materiais extras.

O clipe da música “O Salto”, que conta a história de um homem prejudicado pelo governo Collor que se suicida é reconhecido pelo Prêmio MTV e leva as estatuetas de melhor direção e edição.

A hora das coletâneas

Em 2005, é a vez de O Rappa gravar o “Acústico MTV” com canções de sucesso e outras que passaram despercebidas, além das inéditas, como “Na Frente do Reto” e “Não perca as crianças de vista”, que acabou não entrando no álbum. Esse CD também conta com a participação da cantora Maria Rita em "O que sobrou do céu" e "Rodo Cotidiano. O CD rende um DVD com canções extras. Neste ano, eles ganham o Prêmio Multishow nas categorias Melhor Show e Melhor Grupo. E em 2006, o prêmio é de Melhor DVD de Música.

Depois disso, foi a vez da Warner lançar a coleção comemorativa “Warner 30 anos – O Rappa” com as músicas de todos os discos anteriores da banda.

Em 2008, a banda lança o álbum “7 vezes” com 14 músicas inéditas e a canção de trabalho “Monstro Invisível” é bastante tocada nas rádios de todo o Brasil. “Meu Mundo é o Barro” e “Hóstia” também são destaques.

Um ano depois, a gravadora lança “Perfil - O Rappa” que também tem o formato de compilação com os principais sucessos da banda desde o álbum “Rappa Mundi”. Ainda neste ano, eles fazem um show na Favela da Rocinha (RJ) para gravar um DVD ao vivo. Além das músicas de “7 Vezes”, não faltam “Minha Alma”, “Me Deixa” e Hey Joe”.

Trabalho novo

E em 2013 chega às lojas o CD duplo “Nunca tem Fim...” com os singles "Anjos (Pra Quem Tem Fé)", “Boa Noite Xangô”, “Cruz de Tecido”, “Sequência Terminal” e "Auto-Reverse", que ganha disco de ouro. O álbum é masterizado por Stephen Marcussen, que já trabalhou com Aerosmith, Nirvana e Paul McCartney. Este CD é indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro. E “Anjos” ganha um clipe muito bacana.
    Foto do Álbum