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Biografia

ALINE:

Apesar de ter nascido em São Paulo, em 18 de dezembro de 1981, Aline Wirley da Silva se considera cidadã de Cachoeira Paulista, município próximo a Taubaté, no interior do estado. Filha de pais separados, cresceu ao lado de quatro mulheres: a mãe, que é enfermeira, a irmã,a tia e a bisavó. Muito religiosa, começou cantando na igreja. "Antes disso, só arriscava no banheiro." Conhecida por cantar durante as missas, foi convidada para fazer parte de uma banda que tocava na noite. A partir daí, teve que aprimorar seu repertório."Não conhecia nada que não fosse música de igreja. Tive que aprender a cantar em inglês, mas me apaixonei pela MPB." Seus artistas favoritos são Elis Regina, Chico Buarque e Vinícius de Moraes.

Após completar o 2º grau, Aline decidiu fazer o que sempre teve vontade: estudar artes cênicas."Desde criança, queria aparecer, era a cara-de-pau que sempre queria ser a noiva na festa junina", conta. Aline deixou então Cachoeira Paulista e foi morar sozinha em Taubaté. Para conseguir se manter, trabalhou como empregada doméstica, telefonista e vendedora. "Devo tudo que estou conseguindo à minha família, que nunca mediu esforços para me ajudar nos momentos mais difíceis", diz a integrante do Rouge. Encenando de manhã e estudando à noite, chegou a interpretar textos dos dramaturgos Moliére e Brecht e tirou o DRT, o registro de ator. Mesmo com a vontade de trabalhar no palco, cantando ou encenando, Aline não achou que teria alguma chance ao se inscrever em 'Popstars'. Trabalhando como telefonista, foi deixando o prazo de inscrição passar, até que um amigo emprestou dinheiro para que ela gravasse um CD demo e pagasse a inscrição.

Na eliminatória do Sambódromo do Anhembi, em 30 de março, chegou a pensar em desistir. "Aquele sol torrando, com aquele mundo de meninas, fiquei de mau humor e quis ir embora", recorda. Além disso, Aline não acreditava que poderia ir muito longe na competição por não se considerar boa dançarina."Não sei dançar. No teste com o Ivan (Ivan Santos,o coreógrafo do programa), fiz o que podia: dei um sorriso simpático e fiz uma graça com o corpo." Parece que a gracinha deu certo e Aline foi ficando cada vez mais confiante. Ainda bem!

FANTINE:

Filha de um piloto de avião com uma empresária, Fantine Rodrigues Thó se acostumou a viver cada hora em um lugar. Nasceu em Barra do Garças, no Mato Grosso, em 15 de fevereiro de 1979. A família de Fantine já passou por Brasília, Goiânia, Campinas e chegaram a morar em Santiago do Chile,quando ela tinha 10 anos. Quando chegou ao Chile, Fantine já havia estudado piano clássico, jazz e sapateado. Lá, estudou em escola americana por seis anos, onde aprendeu teatro, canto, dança e claro, inglês. Na sexta série, entrou para a orquestra da escola, onde tocava instrumentos de percussão erudita, como tímpano e prato chinês.

Louca por Beatles, por causa da mãe, passou a tocar bateria num grupo da escola, que tocava de Guns N´Roses a Jimi Hendrix. Nesta fase, Fantine começou a tocar violão com seu irmão, que viraria seu parceiro. Os dois passaram a participaram de festivais e empolgaram o pai, que morava em Santa Catarina. Com a ajuda do pai, os dois conseguiram passar uma temporada de verão tocando à noite em uma pizzaria de Guarda do Embaú, no litoral catarinense. Ao se fixar em Campinas, Fantine passou por diferentes bandas, que tocavam de blues a cover de Alanis Morissette. Ela chegou ainda a cursar jornalismo por dois anos, mas trancou a matrícula para trabalhar como salva-vidas num parque aquático.

Após gravar um CD-demo com músicas que compôs em parceria com o irmão, Fantine foi para Itaparica, na Bahia, onde trabalhou como recreadora de um resort, dando aulas de trapézio pela manhã e cantando à noite. De volta à Campinas, passou a trabalhar no parque de diversões Hopi Hari. Durante 5 meses, fez parte do elenco do musical Saloon, cantando e interpretando. Nessa fase, surgiu 'Popstars' e a dúvida de abrir mão de um emprego estável, com salário e registro como cantora, para se arriscar num concurso onde teria de competir com 30 mil candidatas. "Segui meu coração", diz Fantine, que faltou diversas vezes ao trabalho para participar das eliminatórias do programa. Valeu a pena!

PATRICIA:

Filha de um médico com uma cantora de músicas japonesas, a paranaense Patrícia Lissa Martin nasceu em 29 de março de 1984 em Sertanópolis, no Paraná, apesar de ter crescido em Rolândia. Aos 4 anos, começou a freqüentar aulas de língua japonesa e a participar de concursos de apresentações artísticas da comunidade nipônica. Além de suas constantes participações nos festivais, até o início da adolescência, Patrícia fazia parte do coral da escola. Muito estudiosa e com o sonho de se tornar médica, aos 12 anos ela começou a cogitar virar cantora profissional. Para isso, teve que tomar a decisão de parar de cantar canções japonesas, que exigem muita dedicação, e passar a interpretar outro repertório. A escolha foi fácil: certa vez, num karokê, cantou 'Without You', de Mariah Carey, e foi super aplaudida. A partir daí, virou fã das estrelas da música pop dos anos 90, como Celine Dion e Britney Spears.

Nessa época, Patrícia costumava se apresentar em shoppings, feiras e desfiles. Convidada por uma banda de baile, começou a cantar em casamentos e formaturas. Na seqüência, iniciou as aulas de canto, que lhe ajudaram a aprimor sua técnica vocal. "Foi aí que percebi o quanto estava evoluindo, já era possível pensar em viver de música", relembra Patrícia. Em 2001, comunicou aos pais que gostaria de ir morar no Rio de Janeiro, onde acreditava que teria mais chances de seguir carreira artística. Em princípio, o pai não aprovou, queria que ela continuasse os estudos. Mas, quando percebeu que a filha não mudaria de idéia, decidiu se mudar com a família toda para o Rio.

Um pouco depois de se fixarem no Rio, surgiu o anúncio de 'Popstars'. "Isso é para mim!", disse Patrícia aos pais, que não queriam que ela passasse a viajar para São Paulo, pois já haviam mudado de cidade uma vez. Mas, de novo, ela convenceu a família e passou os dias das eliminatórias na casa de uma tia. Quando chegou ao workshop, seu pai chegou a propor a ela que ele bancaria seu CD independente, só para que a filha não passasse mais tempo longe da família. Patrícia não aceitou. "Alguma coisa diz que eu tenho de ir", argumentou, conquistando de vez a confiança do pai. A partir de então, Patrícia se fortaleceu e sentiu que seria difícil não chegar à final. "Quando cheguei ao Conrad (em Punta del Leste), fui naquela de agora ou nunca, eram 5 minutos para decidir toda minha vida!", relembra. É Patti, parece que sua decisão foi acertada...

KARIN:

Nascida em Paracambi, no Rio de Janeiro, em 7 de fevereiro de 1979, Karin Pereira de Souza é a mais velha de uma família de três filhos. Seu gosto pela música vem de longe: a mãe cantava na igreja e o pai era puxador de samba. Desde pequena, gostava de ouvir, no último volume, discos de Tim Maia, Maria Bethânia, Jerry Adriani, Chicago e Michael Jackson. Na escola, ela não perdia a oportunidade de cantar no recreio músicas de Rosana ('Como uma deusa'), Wanderléia, Kátia e Sandra de Sá. Mesmo gostando de cantar, Karin diz que sua timidez a atrapalhava. 'Nunca tomei iniciativa, cheguei a deixar de fazer algumas coisas por vergonha'. Tanto que a primeira vez que subiu num palco para cantar foi por insistência do diretor de sua escola, que a intimou a cantar na sua formatura do 2º grau técnico em contabilidade. No dia, interpretou 'I will Always Love You', de Whitney Houston, e foi super aplaudida. Ela tinha 17 anos.

Sua apresentação na formatura do colégio chamou a atenção de Paracambi e convites começaram a surgir. Um deles foi para cantar numa churrascaria. Com o dinheiro do cachê, Karin comprou seu primeiro CD: Toni Braxton. Depois de mais algumas apresentações na cidade, estudou locução e, por dois anos, fez de tudo na emissora Onda Jovem, divertindo os ouvintes com sua risada marcante. 'Quando eu colocava alguma das minhas músicas preferidas pra tocar, eu abaixava o volume, começava a cantar junto e terminava com uma gargalhada”, relembra Karin. Paralelamente, chegou a trabalhar em uma loja de roupas ('eu cantava na porta e todo mundo entrava na loja') e entrou para o grupo Pagode de Saia, formada por meninas de Barra Mansa, também no Rio de Janeiro.

Auxiliadas por um produtor, o grupo veio tentar a sorte em São Paulo, de onde não saiu mais. Como não conseguiu gravadora,Karin improvisou: virou promotora de vendas de videokê em shoppings e magazines. 'Não vendia quase nada, mas todo mundo me ouvia cantar', diverte-se. Por intermédio de um amigo, foi parar na banda de Netinho de Paula, que havia saído do Negritude Jr. 'Esse trabalho me abriu portas, fiz coro para alguns CDs, gravei jingles e participei do disco do Almir Guineto, ídolo da minha mãe.'O próximo passo foi se inscrever em 'Popstars' e o resto, todo mundo já sabe...

Integrantes: Rouge

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